quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aprovada a criação de 221 cargos na área da saúde CONCURSO PÚBLICO A VISTA!!!


28.4.11


A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, por unanimidade, na sessão desta quarta-feira (27/4), projeto de lei do Executivo que propõe a criação de 221 cargos e a extinção de 39 cargos na Administração Centralizada do Município. De acordo com o prefeito José Fortunati, o intuito é suprir as vagas abertas pela exoneração de 289 profissionais ligados à Fundação Riograndense Universitária de Gastroenterologia (Fugast) que atuavam no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV).


A devolução ao governo do Estado dos funcionários contratados por intermédio da Fugast foi uma decisão judicial, a partir de ação civil pública promovida pelo Ministério Público Estadual (processo nº 70004568275). Com o advento da municipalização da Saúde, partir do segundo semestre de 2000, o HMIPV passou para a gestão municipal. Desta forma, os profissionais contratados pela Fugast, até então cedidos à Secretaria Estadual de Saúde e Meio Ambiente (SSMA), passaram a exercer suas atividades no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas (HMIPV).


Com a aprovação do projeto, serão criados os seguintes cargos de provimento efetivo: assistente social (2); enfermeiro (20); farmacêutico (2); fisioterapeuta (um); médico (52); psicólogo (3); técnico em enfermagem (139); e técnico de Segurança do Trabalho (2). Os 39 cargos a serem extintos são de auxiliar de enfermagem.




Demitidos


Como a decisão judicial, que transitou em julgado em 8 de setembro de 2010, determinava um prazo de seis meses para a exoneração dos contratados em regime celetista pela Fugast, o HMIPV começou a exonerar os funcionários em 8 de março deste ano. Os 289 funcionários da Fugast que trabalhavam no HMIPV incluem médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos em radiologia, psicólogo, administrador, bioquímico, farmacêuticos, assistentes sociais, fisioterapeutas, assistentes administrativos e técnicos em segurança do trabalho.


Na proposta enviada à Câmara Municipal, o prefeito alertava que o Município necessitava recompor o quadro de pessoal, sob pena de acarretar a solução de continuidade das atividades exercidas e o possível fechamento do HMIPV. "É fato notório que o HIMPV é referência no Município para atendimentos de alta complexidade em saúde materno-infantil, com patologias neonatais, partos e gestações de alto risco, afecções respiratórias pediátricas e psiquiatria, tanto no âmbito de internações, como de ambulatório", disse.

Câmara Municipal de Porto Alegre

FUGAST: Justiça dá aval para o pagamento do FGTS e Seguro Desemprego

Publicado pelo Sindisprev-RS  26/04/2011 17:04:03


Conseguimos, judicialmente, a antecipação de tutela na 27ª Vara, agora será necessária a solicitação junto à Fugast. Agora, temos que entregar à Justiça os dados dos trabalhadores para que os alvarás do FGTS sejam confeccionados.


As guias de Seguro-Desemprego da FUGAST terão cinco dias para ser entregues na Justiça.

LEIA A DECISÃO:
Vistos, etc.

1) Considerando os documentos já juntados aos autos; considerando que os fatos alegados são de conhecimento público e notório (tendo sido amplamente divulgados nos meios de comunicação); bem como considerando a natureza alimentar dos créditos do FGTS e seguro-desemprego, restam preenchidos os requisitos do art. 273 do CPC, termos em que defiro a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional requerida pelos sindicatos-autores, para determinar que:

1.1) a Secretaria da Vara proceda à expedição de alvarás aos substituídos para saque do FGTS, mediante fornecimento, pelos sindicatos-autores, de listagem contendo os dados necessários para tanto (admissão, demissão, PIS e CTPS).

1.2) a reclamada, no prazo de cinco dias, proceda à entrega das guias para encaminhamento do seguro-desemprego, aos substituídos, conforme listagem juntada aos autos, sob pena de pagamento de multa diária, a título de astreintes, fixada em R$1.000,00.

2) Notifiquem-se as partes da presente decisão, sendo o reclamado por oficial de Justiça, em regime de urgência;

3) Notifique-se, ainda, o reclamado para comparecimento à audiência inicial, na forma da lei.

A vitória é parcial. Continuamos a luta pelas verbas rescisórias. DIA 28/04/2011 os trabalhadores se juntam aos servidores públicos municipais, estaduais e federais em ATO PÚBLICO contra o desmantelamentos do serviço público e a falta de condições de trabalho.

A concentração no Largo Glênio Peres ocorre a partir das 13h30. Após, será realizada uma grande marcha até o Palácio Piratini.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dom de iludir,


27.4.11

 por Rosane de Oliveira na Zero Hora:



Os trabalhadores demitidos da Fugast comemoraram como uma grande conquista a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (foto), do projeto de emenda constitucional que os transforma em servidores públicos, com estabilidade até a aposentadoria. Comemoraram cedo demais.

Por mais que pareça justa, a emenda é uma afronta à Constituição. O mesmo Supremo Tribunal Federal que mandou romper o contrato com a Fugast por entender que o Estado estava driblando a exigência de concurso público não aceitará que sejam transformados em servidores com os mesmos direitos de quem passou pela seleção exigida em lei.

O governo reafirmou ontem que vai pagar os direitos trabalhistas dos demitidos da Fugast, mas não fixou o prazo para cumprir a promessa.



Zero Hora

terça-feira, 26 de abril de 2011

CCJ aprova proposta que busca regularizar situação de trabalhadores da Fugast

Parlamentares aprovaram PEC e mais quatro matérias nesta terça-feira
Parlamentares aprovaram PEC e mais quatro matérias nesta terça-feira


CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA
CCJ aprova proposta que busca
 regularizar situação
de trabalhadores da Fugast
Marinella Peruzzo - MTB 8764 | Agência de Notícias   11:21 - 26/04/2011
Edição: Sheyla Scardoelli - MTB 6727     Foto: Marco Couto / Ag. AL 
 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo deputado Edson Brum (PMDB), aprovou na manhã desta terça-feira (26), em reunião ordinária, pareceres favoráveis a cinco matérias, entre as quais a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 211/2011, que visa a regularizar a situação dos trabalhadores da Fundação Universitária de Gastroenterologia (Fugast). A proposta, que recebeu sete votos favoráveis e dois contrários, insere um artigo no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado, determinando que os trabalhadores passem a integrar categoria de servidores públicos em regime de extinção da Secretaria Estadual da Saúde, sob o regime celetista. A aprovação da matéria no órgão técnico foi recebida com aplausos pelos funcionários que acompanhavam a votação. A proposta ainda deve passar, no entanto, pela apreciação do plenário.

Os deputados também aprovaram os projetos de lei (PLs) 19/2011, que determina que as receitas médicas e odontológicas sejam digitadas em computador, datilografadas ou escritas em letra de imprensa, 339/2009, que transforma um cargo de promotor de Justiça substituto em 2º promotor de Justiça em Guaporé, 21/2010, que institui a Política Estadual de Prevenção e Combate às Doenças Associadas aos Distúrbios Alimentares, como bulimia, anorexia e obesidade mórbida, e 279/2010, que institui o Dia do Corretor de Seguros em 12 de outubro.

Das demais matérias que constavam em Ordem do Dia, quatro suscitaram pedidos de vista (PLs 45/2011, 220/2010, 83/2011 e 93/2011, por parte dos deputados Ronaldo Santini, Marlon Santos, Marco Alba e João Fischer, respectivamente), três deixaram de ser apreciadas em razão da ausência dos relatores (PEC 206/2011 e PLs 13/2011 e 20/2011) e uma foi retirada pelo próprio relator, para reexame (PEC 208/2011).

Participaram da reunião os deputados Edson Brum (PMDB), Marco Alba (PMDB), Jorge Pozzobom (PSDB), Raul Pont (PT), Daniel Bordignon (PT), João Fischer (PP), Pedro Westphalen (PP), Marlon Santos (PDT), Adroaldo Loureiro (PDT), Miki Breier (PSB) e Carlos Gomes (PRB).


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UM ALERTA !

Muitos advogados de má fé , aproveitando o momento de fragilidade dos ex-servidores da Fugast, tem ligado, procurado por estes propondo representa-los em ações e afins...

Cuidado.

Os ex-servidores da Fugast NÃO DEVEM ASSINAR NADA sem pensar muito e (sugiro eu) sem falar com outros colegas.

Tem muita gente boa na advocacia. Mas tem muito PICARETA COM ANEL DE DOUTOR!

Por favor, leiam bem os contratos e peçam orientação nos sindicatos ANTES de se comprometerem e de assinarem algo...

Fica o aviso.

A dita "PEC"!!!


Publicado pelo ""  em: 20/04/2011


Ja faz  que a PEC em favor dos ex-servidores da FUGAST esta sendo EMPURRADA para a próxima semana (e a próxima... e a próxima...) a sua votação.

A dita PEC é a seguinte:

Proposta de Emenda à Constituição nº 211 /2011 - apresentada pelo 
Deputado Gilmar Sossella + 18 Dep(s)





"

Insere, onde couber, artigo no Ato das Disposições 

Constitucionais Transitórias – ADCT.



Art. 1.º. O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado do Rio
Grande do Sul fica acrescido de artigo, onde couber, com a seguinte redação:

“Os funcionários da Fundação Riograndense de Gastroenterologia – FUGAST, que prestem serviços diretamente ao Estado do Rio Grande do Sul, por força de contrato e/ou convênio celebrado entre o Estado e a FUGAST, passam a integrar categoria de servidores públicos em regime de extinção da Secretaria Estadual da Saúde, sob o regime celetista.”

Art. 2.º Esta emenda entra em vigor na data de sua publicação."



Esta claro que tem MUITO "Senhor Deputado" que só quer uma maneira de "FUGIR" da responsabilidade histórica que tem nas mãos.

O fato é que a FUGAST é uma empresa pública, que foi fundada com dinheiro público e gerenciada por pessoas de confiança dos partidos que governaram o Estado nos últimos 20 anos...

Tudo NAS COSTAS dos seus servidores, a quem foi negado os direitos trabalhistas e a dignidade.


O  relator na Comissão de Constituição e Justiça da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.º 211/2011 (no dia 5 de abril de 2011), Deputado Pozzobom, destacou o fato de que nesses 36 anos foi o Estado gaúcho o único mantenedor da instituição. Por essa razão é que está devidamente expresso no estatuto da FUGAST que, quando for extinta a fundação, todo o seu patrimônio será incorporado ao Estado do Rio Grande do Sul.


Portanto conclui que todos os seus servidores eram servidores públicos do Estado de fato, pois sempre prestaram serviços diretamente para o Estado. Não eram, portanto, delegatários de serviços públicos, nem a FUGAST concessionária de serviços públicos.

Fazer o certo hoje implica a dar para estas pessoas, com mais de 15 anos de trabalho dedicado ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE AO POVO E AO SUS o mínimo que lhes é devido:


"Integrar categoria de servidores públicos em regime de extinção da Secretaria Estadual da Saúde."

quinta-feira, 21 de abril de 2011

E-mail de uma ex-servidora da Fugast para Tarso Genro


Vejam o e-mail de um ex-servidora da Fugast para o governador Tarso Genro.


"Senhor Governador!

Na qualidade de mãe de família venho Parabenizar o senhor, pelo descaso e falta de valorização ao ser humano.



Graças ao senhor e ao seu Governo estamos há +/- 42 dias praticamente com nossas dividas inclusive o seu IPTU em atraso, pois não temos mais nem credito por um simples erro, e entrave político entre Governo e Fugast.


Trabalhamos durante 17 anos a favor, de uma saúde digna e correta a população do RGS, Realmente só tenho a lhe agradecer por todo dano causado a minha família a qual tínhamos sonhos e ideais e graças a essa confusão toda e falta de organização e respeito com o cidadão de bem, tudo foi por água a baixo agora não temos crédito, nome limpo, dignidade, alimentação, cidadania e pior o mais triste corremos o risco de perder nossa moradia, por atraso de pagamento e o pior nisso é termos que explicar ao nosso filho de apenas 04 anos:


 "Meu filho nos desculpe, mas você não terá Páscoa este ano, pois o papai e a mamãe cometeram um crime fatal TRABALHAMOS e todos aqueles direitos que a Leis presa não se valem FGTS - Auxilio desemprego não existe... 


Muito Obrigada Senhor Tarso pela ótima páscoa oferecida a minha família, desejo que o senhor tenha uma farta ceia de páscoa e possa presentear todas as crianças de sua família com magníficos ovos, pois esta alegria o senhor tirou de nossa família...


Uma Feliz Páscoa e que o senhor consiga dormir sossegado sem nenhuma preocupação pois todos nós não estamos conseguindo e essa saga e dor que estamos sentindo não desejamos realmente nem ao nosso pior inimigo."

Postado por LUCIO MACHADO BORGES aqui: http://www.dihitt.com.br/barra/confirmadas-500-demissoes-na-fugast, encaminhado pela leitora "Iza".

Dinheiro na mão


21.4.11

por Rosane de Oliveira

Graças a uma ação judicial julgada em tempo recorde, os médicos demitidos da Fugast já começaram a receber o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Uma ação impetrada pelo escritório Paese, Ferreira e Advogados Associados em nome de todos os demais demitidos, pedindo a liberação do FGTS e do seguro-desemprego, tramita na Justiça. O processo aguarda decisão da juíza Flavia Padilha Vilande, da 27ª Vara do Trabalho.

Zero Hora

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde participa de encontro dos trabalhadores demitidos de hospitais gaúchos


  • 18/04/2011 

    Juliana Fiúza Cislaghi, assistente social, especialista em Saúde e Serviço Social, participou do encontro dos trabalhadores demitidos da Fugast, na sede do Sindisprev-RS, na segunda-feira (18). Neste dia, a Comissão dos Trabalhadores definiu por acompanhar a votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa, que ocorre às 9h desta terça-feira (19). Na pauta estará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reintegrar os trabalhadores através de Cargos em Extinção, fazendo com que sejam mantidos os empregos dos 479 profissionais que se dedicam há mais de 20 anos à Saúde e setores administrativos do Estado. 

    Novo telefone: além dos números já divulgados para o contato com a Comissão dos Trabalhadores da Fugast, o 51-92263259 também é outro canal para que os interessados se atualizem da luta pelo pagamento das rescisões, Fundo de Garantia e encaminhamento do Seguro desemprego. 

    Abaixo, acompanhe um trecho da entrevista concedida por Juliana Fiúza, integrante da Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde e do Fórum Estadual de Saúde Pública do RJ. 


    Imprensa Sindisprev-RS: A intenção dos governos em repassar a gestão da saúde para fundações e organizações é uma justificativa para se entregar a grandes grupos privados um setor (saúde pública) que não tem como fim o lucro, mas sim resultados? 


    Juliana: Hoje temos a ameaça da privatização dos hospitais universitários com a MP-520. No Rio, as emergências dos hospitais estão ameaçados de ser entregues à iniciativa privada. As Organizações Sociais também têm o programa Saúde da Família. Agora, estão estudando uma fórmula para privatizar as UPAs. Com relação à MP-520, para se ter uma idéia, metade dos trabalhadores nos hospitais universitários do país é contratada. A culpa, claro, não é do trabalhador, mas dos governos, que assinaram contratos precários com os trabalhadores, hoje dispensados e sem garantia nenhuma de direitos previstos na constituição, como é o caso dos trabalhadores da Fugast. Em São Paulo, por exemplo, há dez anos os hospitais foram entregues às Organizações Sociais. Em 2010, um projeto foi aprovado e autorizou a venda de 25% dos leitos do SUS à iniciativa privada.


    Imprensa Sindisprev-RS: A Frente Nacional tem um caráter de defesa do serviço público, do atendimento à população e respeito aos trabalhadores da Saúde. Quais são os resultados dessa mobilização que ganha representatividade em vários estados? 


    Juliana: Organizações Sociais e Fundações mudam apenas no nome, pois todas acabam privatizando setores públicos que deveriam ser geridos, exclusivamente, pelo Estado e pela população, que, através de seus impostos, mantêm toda uma estrutura que deve lhe prestar um serviço de qualidade. A Frente se reúne em vários fóruns de debate pela saúde pública no Brasil. No dia 7 de abril, protocolamos na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro um pedido de CPI para apurar irregularidades, interesses em projetos privatistas e outras questões que colocam em segundo plano a população. O nosso trabalho, embora envolva inúmeras entidades, movimentos sociais e partidos políticos de esquerda, não tem um viés político-partidário, mas a finalidade de não entregar o que resta do serviço público para as garras da privatização, que sempre objetiva o lucro. 


    Imprensa Sindisprev-RS: Órgãos de fiscalização e controle também têm participado dessas discussões com vocês? 


    Juliana: Sim. O próprio Tribunal de Contas da União vem dando respostas à sociedade na medida em que questiona o governo federal em inúmeras tentativas de entrega do serviço público da saúde à iniciativa privada. Os interesses políticos, que em via de regra estão atrelados a grandes grupos de capital nacional e estrangeiro, acabam escorregando em aberrações jurídicas, como é o caso da terceirização de serviços que deveriam ser mantidos pelo Estado. Na MP-520 o que se pretende é terceirizar o serviço para o próprio Estado através da empresa pública. 


    Imprensa Sindisprev-RS: E o calendário de atividades? 


    Juliana: Temos a perspectiva de realizar o segundo seminário da Frente em junho. O primeiro respondeu às expectativas, pois conseguimos aprofundar o debate sobre as fundações e OS, bem como ampliar a nossa articulação para outros movimentos de diversos estados do Brasil.

Esperança aos demitidos, por Rosane de Oliveira


20.4.11

Um projeto de lei autorizando o governo a pagar o que os trabalhadores demitidos da Fugast têm direito é a solução encontrada pelo Palácio Piratini para resolver o impasse que se arrasta há dois meses.

Mesmo que seja aprovado em regime de urgência urgentíssima, o dinheiro dificilmente entrará na conta dos dispensados antes de 30 dias.

Para amenizar as dificuldades, o secretário da Saúde, Ciro Simoni, sugere que os demitidos façam o que os médicos fizeram: entrem na Justiça para liberar o Fundo de Garantia e se candidatar ao seguro-desemprego.

Está marcada para depois da Páscoa uma nova reunião da assessoria jurídica do Piratini com os procuradores do MP do Trabalho.

Zero Hora

terça-feira, 19 de abril de 2011

Demitidos da Fugast aguardaram votação que não aconteceu.


19 DE ABRIL DE 2011




Hoje, os cerca de 479 trabalhadores vinculados à Fundação de Gastroenterologia do RS (Fugast), se concentraram, às 9h da manhã, em frente à Assembleia Legislativa, na Capital, para acompanhar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).


O artigo, que seria avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça do Estado (CCJ), propõe a reintegração dos servidores, demitidos em 8 de março, a hospitais, postos e funções administrativas.



Para variar a "avaliação e votação", novamente, não ocorreu.
Ja no dia 05 de abril teve mais uma "tentativa" de votação da PEC FUGAST na CCJ da ALRS.

Com a sala da Comissão de Constituição e Justiça lotada, o Deputado Jorge Pozzobom apresentou, nesta terça-feira (05), parecer favorável à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.º 211/2011, que busca regularizar a vida funcional dos servidores da FUGAST (Fundação Riograndense Universitária de Gastroenterologia). No parecer, o líder da bancada do PSDB fez um resgate histórico da criação da FUGAST, em 1975. O deputado instruiu o seu parecer com a certidão do cartório de registro da fundação, onde comprova que o primeiro instituidor da FUGAST é o Estado do Rio Grande do Sul. Destacou, também, que nesses 36 anos foi o Estado gaúcho o único mantenedor da instituição. Por essa razão é que está devidamente expresso no estatuto da FUGAST que, quando for extinta a fundação, todo o seu patrimônio será incorporado ao Estado do Rio Grande do Sul. Essas considerações da história da FUGAST permite concluir que todos os seus servidores eram servidores públicos do Estado de fato, pois sempre prestaram serviços diretamente para o Estado. Não eram, portanto, delegatários de serviços públicos, nem a FUGAST concessionária de serviços públicos. Além disso, o poder Judiciário, no acórdão que gerou essa celeuma jurídica, deixa bem claro que compete ao poder público a "adoção de eventual regularização pela via legal na esfera administrativa", disse o desembargador Azambuja Ramos. O deputado salientou que "a Assembleia tem o poder constituinte derivado para propor essa emenda à constituição. Portanto, não há que se falar em vício de origem" garante Pozzobom. O parlamentar lembrou ainda que esse problema social foi criado pela ex-deputada Luciana Genro, quando em 1999 apresentou denúncia ao Ministério Público, tendo daí resultado uma ação civil pública. Por essa razão se espera que hoje o seu pai, Governador Tarso Genro, tenha coragem para solucionar o problema. "Quando o filho cria o problema, o pai tem a obrigação de resolvê-lo" finalizou Pozzobom.

O relator, Dep. Pozzobom, salientou os novos documentos que haviam sido apensados a PEC. Eles demonstram com clareza a vinculação da FUGAST com o estado. O Deputado foi aplaudido de pé pelos trabalhadores q lotavam a casa.

Já o dep. Bordignon ... Este foi vaiado quando pediu vistas ao processo. Conforme acompanhou a psiquiatra Madeleine Scop Medeiros : http://pecfugast.blogspot.com/ 


 Agora ficou marcada para a próxima terça-feira, dia 26/06.


O momento é de MOBILIZAÇÃO.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Futuro dos trabalhadores demitidos da Fugast depende do governador


18.4.11

TARSO GENRO PREPARA DECISÃO PARA OS PRÓXIMOS DIAS, MESMO QUE O PRAZO DADO PELO MPT TERMINE NESTA TARDE



O governador Tarso Genro deve definir, nos próximos dias, o futuro dos 479 trabalhadores dispensados da Fundação Riograndense Universitária de Gastroenterologia (Fugast). O assunto foi parar no gabinete do governador depois de ter sido gerenciado, sem sucesso, pelas secretarias municipal e estadual da Saúde. Já o prazo dado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), no dia oito de abril, para que a questão seja resolvida termina nesta segunda-feira.

Na ocasião, o procurador do Trabalho, Fabiano Beserra, propôs Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e deu 10 dias para que as partes encontrem solução, o que não deve ocorrer. Conforme a assessoria de imprensa do governador, a decisão não sai hoje, mesmo com o vencimento do prazo. Segundo o Sindisprev-RS, que representa a categoria, o Estado ao menos deu baixa nas carteiras de trabalho dos funcionários para que eles possam requisitar o Seguro-Desemprego.

Enfermeiros, técnicos em enfermagem e administrativos se reuniram, nesta tarde, no sindicato para uma avaliação. As verbas recisórias foram estimadas em R$ 14 milhões. A demissão em massa, ocorrida no dia 8 de março, envolve ex-funcionários do Hospital Presidente Vargas, do Hospital Psiquiátrico São Pedro, do Sanatório Partenon, do Hemocentro e do Hospital Colônia Itapuã.

domingo, 17 de abril de 2011

Fugast: o desespero está tomando conta da vida dos seus ex-funcionários




Vejam o email com o desabafo desta ex-funcionária da Fugast publicado no "CONTEXTO POLÍTICO", publicado por LUCIO MACHADO BORGES:





Boa noite!


Alguém tem alguma notícia referente a liberação do FGTS e a LIBERAÇÃO do encaminhamento ao seguro desemprego , não temos condições de ficar aguardando mais .


Como ficam nossas famílias??? Como compramos alimentação e como pagamos nossas obrigações financiamentos, alugueis , prestações básicas luz, água,gaz enfim ..... E ainda temos que esperar10 dias ????


Senhores o que é necessário para que alguém tenha responsabilidade e cunho moral para fazer realmente algo que o valha por noz. Ou será que estão todos de acordo com a barbaria que esta acontecendo?


Viramos criminosos e o nosso crime é ter trabalhado todos estes em média 15-20 anos em defesa a saúde pública a favor de um Estado que nos vira as costas, E nós é que temos que pagar, pelo erro de um passado obscuro entre Fugast e Governo do Estado Todos vcs estão confortáveis com o e que está acontecendo?


 Será que um ato de desespero será necessário alguém ter que ir preso, talvez ao invadir o palácio ou atos onde envolvam o governo para chamar a atenção.....Ou até mesmo aguardar a sua morte talvez por um infarto fulminante devido ao estresse causado por toda esta situação criada pelos únicos irresponsáveis Governo do Estado do RGS , PMPOA, FUGAST, HPV .


Pois união e mão de via dupla e o que não estamos vendo neste grupo, não ficamos sabendo de nada aonde está a comissão dos EX-FUNCIONÁRIOS da Maldita Fugast.


Caros, lhes pergunto AONDE ESTÁ O SEQUESTRO DOS BENS A FAVOR DE VCS meros trabalhadores , Ora as entidades superiores ou seja a categoria médica já conseguiu algum sucesso na batalha judicial e nós e vcs ?????


 Veja o que saiu no C.Povo em anexo. 70 médicos conseguiram já algum,a coisa como consta no jornal em arquivo anexo informação que chegou na imprensa.


 Senhores o que está faltando???


 Esse é o preço que vcs todos estão pagando por terem executados suas tarefas em dia ter cumprido os seus plantões , ter deixado muitas vezes suas famílias em casa em nome da obrigação com o trabalho, senhores a paciência realmente acabou ninguém tem nervos de Aço.


 Isso tudo só está afetando a vida particular de cada um de nós causando danos morais, desenvolvendo depressão e já está começando a afetar até a parte pscicológica de nossas crianças ....


Desabafo de uma família.



sábado, 16 de abril de 2011

Presidente do SIMERS fala sobre caso Fugast

Trabalhadores demitidos exigem respeito do Estado, União e Fugast - O PRAZO ESTA ACABANDO


Sindisprev 15/04/2011 00:03:33

Trabalhadores de pelo menos duas décadas em hospitais, postos de saúde e outras instituições do Estado e município de Porto Alegre, os funcionários demitidos da Fugast no dia 08 de março ainda não receberam os valores de suas rescisões, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Seguro Desemprego. 


Há mais de um mês, trabalhadores que abdicaram do convívio da família por conta de plantões, finais de semana e feriados, ao menos têm direitos respeitados e garantidos pela constituição federal.

 
Uma liminar da 23ª Vara da Justiça do Trabalho no início da semana bloqueou, liminarmente, créditos da Fugast para que R$ 1,5 milhão em verbas rescisórias sejam pagas a 70 médicos demitidos da Fugast. Mesmo que em caráter liminar, a Justiça dá indícios de que os trabalhadores, independente da categoria, têm de ter os direitos garantidos. Agora, assim como vem sendo no último mês, o Sindisprev-RS exige no Ministério do Trabalho, junto ao governo estadual e à Fugast o cumprimento de suas obrigações para todos os ex-funcionários - enfermeiros, técnicos em enfermagem, administrativos e tantas outras categorias que buscaram, incansavelmente, o atendimento humano aos seus pacientes e população gaúcha.

 
O Estado, conforme o Ministério Público do Trabalho, tem até a próxima semana para manifestar-se sobre o cronograma de pagamento de suas obrigações. Da mesma forma, a Fugast. O ministério do Trabalho, por sua vez, tem de agilizar o pagamento do Seguro Desemprego. Abaixo, o relato de uma trabalhadora.

 
"Viramos criminosos e o nosso crime é ter trabalhado todos estes em média 15-20 anos em defesa a saúde pública a favor de um Estado que nos vira as costas, E nós é que temos que pagar, pelo erro de um passado obscuro entre Fugast e Governo do Estado Todos vcs estão confortáveis com o e que está acontecendo? 

 
Será que um ato de desespero será necessário alguém ter que ir preso, talvez ao invadir o palácio ou atos onde envolvam o governo para chamar a atenção.....Ou até mesmo aguardar a sua morte talvez por um infarto fulminante devido ao estresse causado por toda esta situação criada pelos únicos irresponsáveis Governo do Estado do RGS , PMPOA, FUGAST, HPV".

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O prazo com o Ministério Público esta acabando e não vemos soluções - Os demitidos da Fugast ainda não receberam seus direitos!


De diversas maneiras temos recebido relatos e correspondências de ex-servidores da Fugast que estão sem poder pagar aluguéis, sem poder cumprir com pagamento de contas que se transformam em dividas...

Quarta-feira 13/04 o SINDISPREV me informou que esta oferecendo RANCHO E VALE-TRANSPORTE para os ex-servidores da Fugast este mês. 

É preciso passar lá no centro, na sede do Sindsprev e se apresentar com seus documentos.

Não é a solução mas é uma grande ajuda para muitos.

Por favor, divulguem e tragam notícias para este "blog". Tudo que for de fonte concreta será publicado. 

Sigamos.

O prazo do Ministério Público do trabalho esta no fim.

Que medidas serão aplicadas afinal?



Porto Alegre  - Representantes da Secretaria Estadual de Saúde, Procuradoria Geral do Município de Porto Alegre, Procuradoria Geral do Estado, Fugast e Sindiprev estiveram reunidos, na tarde de sexta-feira, 08/04/2011,  em audiência, na sede do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), presidida pelo procurador do Trabalho Fabiano Holz Beserra, para tratar sobre o pagamento  de verbas rescisórias aos trabalhadores demitidos da Fundação Riograndense Universitária de Gastroenterologia (Fugast).


O procurador do Trabalho propôs um termo de ajuste de conduta (TAC) e estabeleceu um prazo de 10 dias para que o governo do Estado se manifeste sobre o caso.

O prazo TERMINA DIA 18 DE ABRIL.

O procurador do Trabalho também recomendou ao sindicato para que providencie as medidas judiciais cabíveis para provimentos de urgência, como o levantamento dos depósitos do FGTS e o encaminhamento dos benefícios de seguro-desemprego. QUE AINDA NÃO RECEBERAM NEM UM CENTAVO.

Na oportunidade, o governo do Estado informou que não poderia ser feito nenhum aporte financeiro. No entanto, em razão do grande número de trabalhadores envolvidos e o tempo de prestação de serviço, a questão foi levada ao governador do Estado para análise, na tentativa de buscar uma solução para os próximos dias.

A Fugast, por sua vez, informou que a folha salarial dos trabalhadores, incluindo os encargos sociais, equivale a três vezes o faturamento da Fundação. As verbas rescisórias estão estimadas em R$ 13 milhões.

O município de Porto Alegre, por intermédio de seu representante, disse que a preocupação sempre foi a continuidade da prestação de serviço de saúde no Hospital Presidente Vargas, não tendo responsabilidade pelo pagamento.

Por fim, o sindicato informou que os trabalhadores prestaram serviços por longo tempo ao Estado e ao Município e agora estão desamparados, com dívidas vencidas e problemas em relação às suas famílias.    


Mais informações: (51) 3284-3066



Por favor, não deixem de se manifestar junto aos Ministério Público. Mandem e-mail, telefonem... 

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Secretaria da Saúde abre edital para retomada do atendimento no Hospital Independência

Reabertura do hospital projeta a ampliação de cerca de 100 leitos na Capital
A Secretaria Municipal da Saúde anuncia hoje chamamento público para retomar o antendimento no Hospital Independência, fechado há mais de um ano. O secretário da Saúde de Porto Alegre, Carlos Henrique Casartelli, afirma que o edital está sendo publicado nesta sexta-feira em busca de parceria para gerir a instituição. 

Em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, o secretário informou que a prefeitura cederá o prédio para que uma entidade filantrópica assuma a gestão e receba o apoio municipal através de um contrato para repasse de verbas. Ele projeta a ampliação de cerca de 100 leitos, mais 40 que devem ser abertos no Hospital Beneficência Portuguesa, mais 200 novos leitos no Hospital Vila Nova e ainda um projeto de ampliação no Hospital Mão de Deus. Em relação à demissão dos funcionários da Fugast, Casartelli garante que praticamente 100% do quadro já foi substituído.


Superlotação preocupa

A reabertura dos hospitais da Ulbra é apontada como alternativa para desafogar as emergências superlotadas.
Zerohora.com monitora a situação de 10 unidades dos principais hospitais de Porto Alegre. Acesse o site especial clicando na imagem abaixo:

RÁDIO GAÚCHA

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Justiça bloqueia créditos da Fugast para pagar médicos



12.04.2011


O Sindicato Médico do RS (SIMERS) obteve no fim da tarde desta terça, 12, na 23.ª Vara da Justiça do Trabalho, em Porto Alegre, a penhora de créditos da Fundação Riograndense Universitária de Gastroenterologia (Fugast) para assegurar o pagamento de médicos demitidos pela instituição. A entidade obteve bloqueio de R$ 1,5 milhão, a metade do valor devido a cerca de 70 profissionais. O montante total é estimado em R$ 3 milhões.

Outra vitória do Sindicato na mesma ação foi a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que os profissionais estavam impedidos de sacar devido à pendência na quitação das rescisões. A sentença da juíza Lucia Ehrenbrink é em caráter liminar, mas a entidade aposta na manutenção da decisão. “Os médicos estão sendo cerceados em um direito básico: o acesso a verbas rescisórias e ao FGTS. 



Começamos a repor o que está na lei. Esperamos agora pela conquista de todos os valores devidos”, declarou o presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes.

A medida judicial atinge créditos que a Fugast tem a receber de entidades públicas e privadas para as quais presta serviço. Os valores ficarão depositados em juízo. Na mesma ação, o SIMERS cobra a responsabilidade solidária do Estado e do município de Porto Alegre, para os quais os profissionais davam assistência. A Fundação mantinha convênio com o governo estadual, que cedia os funcionários a unidades de atendimento. O maior número estava vinculado ao Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV).



SAIBA MAIS

O Sindicato ingressou com a ação para cobrar os valores não pagos aos médicos que atendiam pela Fugast em hospitais estaduais e do município de Porto Alegre. No começo de março, cerca de 70 profissionais de diversas especialidades foram demitidos pela fundação após o cancelamento do convênio existente com o Estado.

O grupo de profissionais deveria ter começado a receber as verbas, calculadas em R$ 3 milhões dos R$ 14 milhões devidos, no fim de março. A entidade médica pediu à Justiça a imediata liberação dos valores (que incluem os salários), das quantias depositadas em contas de FGTS e mais o pagamento da multa de 40% sobre o Fundo.