domingo, 31 de julho de 2011

Vida e morte...

Desde que tudo é impermanente, a qualquer momento doenças e acidentes podem acontecer conosco ou com aqueles a quem amamos.

Devemos aceitar a realidade.

Se vivermos cada momento de nossas vidas com mente atenta e nos relacionarmos de modo belo e harmônico com aqueles ao nosso redor, não teremos medo nem nada para nos arrepender, mesmo quando houver uma crise em nossa vida.

Se tivermos cônscios de que nascer e morrer são ambos aspectos necessários em nossas vidas, veremos que, se a nossa mãe Terra nos trouxe à vida uma vez, ela trará à vida cem mil vezes mais, e não teremos medo ou sofreremos quando ela abrir seus braços para nos receber de volta.

Alguém Desperto mantém a serenidade enquanto cavalga sobre as ondas do nascimento e da morte.
 


Thich Nhat Hanh. Transformação e cura.

domingo, 24 de julho de 2011

Onde guardo meus sofrimentos?



"Muitas vezes colocamos nossa felicidade em “Se eu conseguisse isso ou se conseguisse aquilo”. 

Todas as coisas têm causa, a causa de nosso sofrimento é originária de nossos desejos e apegos. 

Quanto mais forte nosso apego, maior nosso sofrimento. 

É como se vocês olhassem em suas casas e dissessem, “dessas coisas que eu tenho, quais poderia me desfazer sem sofrer?”, esse é um bom teste, “Eu posso perder tudo, ou não?”, se eu não puder perder tudo é porque coloquei minha felicidade nessas coisas. 

E onde eu coloquei minha felicidade e meu coração, lá estará meu sofrimento. 

Deixe, pelo menos, sua felicidade nas coisas nobres, como as pessoas que você ama, mas não nos objetos, eles não valem tanto, já bastam os grandes apegos que temos pelos nossos amores. 

Você deve saber e lembrar-se disso, meu sofrimento está exatamente onde se encontram meus apegos. 

Buda quis deixar bem claro, todos os sofrimentos têm uma causa e você sempre pode se perguntar, “Onde esta a causa do meu sofrimento?”


...



Então Buda inicia um discurso, um ensinamento chamado, As Quatro Nobres Verdades. 

E é sobre ele que vamos falar hoje, o mais básico dos ensinamentos do budismo. 

Diz ele, “a primeira nobre verdade é que a vida é insatisfatória”.

Em geral é traduzido como, “a vida é sofrimento”. 

Mas não é exatamente isso que Buda quis dizer, a palavra que ele usou foi dukkha.

Dukkha vem da raiz duk que significa eixo. 

Naquela época já se usavam rodas,carroças e eixos. 

Imaginem dukkha, um eixo descentrado, um eixo que não está bem no centro da roda, então a roda sobe e desce porque não está exatamente no centro, e isso é o que a vida faz conosco, ela tem ciclos, as vezes em cima, as vezes embaixo, as vezes de um lado,outras de outro, ela varia. 

Todos nós passamos por momentos agradáveis e felizes como também por momentos mais tristes.

Isso é inevitável, porque a vida é dukkha, insatisfatória,cíclica, cheias de sobes e desces. 

A primeira coisa que temos que reconhecer é que a vida tem tristezas e tem alegrias, nem um nem outro é permanente.


Postado em momentos diferentes por Monge zen Genshô.

Onde guardo meus sofrimentos?



"Muitas vezes colocamos nossa felicidade em “Se eu conseguisse isso ou se conseguisse aquilo”.

Todas as coisas têm causa, a causa de nosso sofrimento é originária de nossos desejos e apegos.

Quanto mais forte nosso apego, maior nosso sofrimento.

É como se vocês olhassem em suas casas e dissessem, “dessas coisas que eu tenho, quais poderia me desfazer sem sofrer?”

Esse é um bom teste, “Eu posso perder tudo, ou não?”;

Se eu não puder perder tudo é porque coloquei minha felicidade nessas coisas.

E onde eu coloquei minha felicidade e meu coração, lá estará meu sofrimento.

Deixe, pelo menos, sua felicidade nas coisas nobres, como as pessoas que você ama, mas não nos objetos, eles não valem tanto, já bastam os grandes apegos que temos pelos nossos amores.

Você deve saber e lembrar-se disso, meu sofrimento está exatamente onde se encontram meus apegos.

Buda quis deixar bem claro, todos os sofrimentos têm uma causa e você sempre pode se perguntar, “Onde esta a causa do meu sofrimento?”
...






Trecho de palestra do Monge Zen Genshô.

domingo, 17 de julho de 2011

Minhamaneira "budista" de encarar os problemas:

" Nirvana não é um lugar, não é um céu ou paraíso, o nirvana é aqui nesse lugar onde nós estamos.
 
 
Aqui é samsara se nós temos olhos que vêem samsara, aqui é nirvana se temos olhos que vêem nirvana, o nirvana e o samsara estão no mesmo lugar. 
 
Samsara é o mundo da perambulação, um mundo onde nós andamos procurando a felicidade sem parar. 
 
Procurando um emprego melhor, um mundo cheio de “ses”, seu eu tivesse um carro novo, se eu tivesse uma casa boa, se eu morasse num país sem pobreza, se eu tivesse um grande amor, se, se, se.

 
 
Então esse mundo de “ses” onde as pessoas ficam procurando a felicidade sem parar é o samsara.
 
Samsara significa perambulação.
 
O nirvana é o mundo dos não impulsos, não desejos, não pensamentos, NIR, significa não e VANA pode ser entendido como ventos, ou fogo, no sentido de ventodas emoções, paixões e impulsos. Então é um mundo onde há paz e não somos empurrados de lugar para lugar pelos ventos dos desejos. 
 
Agora no sesshin pode-se notar bem o samsara, se minha almofada fosse mais macia, se minhas costas não doessem, se meus joelhos agüentassem, se o que controla o tempo desse uma olhadinha para o relógio e percebesse que já passaram quarenta minutos.

 
Como pensamos todas essas coisas o nirvana não existe nesse momento.
 
Nós não ouvimos a serra do lado de fora como um ensinamento de Buda. 
 
No fundo, o vento nas arvores, o chacoalhar das folhas, o zumbido do mosquito são vozes de Buda, mas não entendemos. 
 
 
Por isso é samsara. "




Trecho de palestra em sesshin, Monge Genshô.

NAda dura para sempre!

Minha família e eu estamos passando por diversos problemas em vários campos diferentes ao mesmo tempo.

Assim este espaço esta ficando desatualizado.

Lamento não poder publicar nada que ajude aos demais em situação parecida.

Ficam as palavras:



Nenhum insulto insuportável


Não deveria haver nenhum insulto ou humilhação grande demais para você suportar. Se você alguma vez sentir que é justificável reagir vingativamente, a consequente troca de palavras cruéis e recriminações certamente iria inflamar e multiplicar a raiva nos dois lados. É assim que as pessoas começam a brigar e a matar uns aos outros. Assassinatos e guerras sempre começam com apenas um pensamento raivoso.


Como diz Shantideva:

Não há mal que se compare à raiva,
Não há austeridade que se compare à paciência.


Então, jamais dê vazão à raiva. Seja paciente; além disso, seja grato a alguém que te humilha, já que essa pessoa está te dando uma oportunidade preciosa para fortalecer sua compreensão e prática da bodhicitta.


O grande Jigme Lingpa disse:

Ser maltratado por inimigos
Catalisa sua meditação;
Críticas ofensivas que você não merece
Estimulam sua prática;
Aqueles que te prejudicam são professores
Desafiando seu apego e aversão;
Como você poderia sequer retribuir a gentileza deles?


Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 – Butão, 1991)
“The Heart of Compassion”, v. 15

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Uma Prática de Meditação fácil para reverter perda de memória



Neste artigo para o Huffington Post o Dr. Dharma Singh Khalsa, Presidente e Diretor Médico da Fundação para Pesquisa e Prevenção do Alzheimer, fala sobre os benefícios da meditação na reversão da perda de memória.


Ele analisa brevemente as técnicas de Meditação Transcendental, de Plena Atenção e apresenta a técnica chamada Kirtan Kiyan:


“Durante a última década, o Alzheimer Research and Prevention Foundation (ARPF), da qual eu sou presidente, vem pesquisando uma maneira simples, técnica de meditação de 12 minutos chamado Kirtan Kriya (KK). KK vem da tradição Kundalini Yoga como ensinado por Yogi Bhajan. KK é fácil de aprender, envolve cantar um mantra de uma maneira simples por 12 minutos e não requer participação em nenhum seminário ou retiro.


Das três meditações apresentei, esta é a única técnica que pode ser aprendida a partir de um CD, você pode simplesmente cantar junto com ele.”