sexta-feira, 31 de maio de 2013

Meditação reduz sintomas de estresse pós-traumático em enfermeiros

Meditação reduz sintomas de estresse pós-traumático em enfermeiros

Publicado no JCEM ~ Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism 
Doctors and nurses attending to a patient in the crash room of an accident and emergency department in a hospital.
Praticar uma forma de meditação e de alongamento podem ajudar a aliviar os sintomas de transtorno de estresse pós-traumático e normalizar os níveis de hormônio do estresse, segundo um estudo realizado com enfermeiros.
Nos Estados Unidos, mais de 7 milhões de adultos são diagnosticados com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) em um ano típico, de acordo com informação de base para o estudo, que será publicado na revista The Endocrine Society’s Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
Pacientes com TEPT têm altos níveis de hormônio liberador de corticotrofina e baixos níveis de cortisol, que regulam a resposta do corpo ao estresse. Embora os níveis de cortisol normalmente subam em resposta à pressão, os pacientes com TEPT têm níveis anormalmente baixos de cortisol e se beneficiam quando estes níveis aumentam. O estudo demonstrou uma resposta favorável com relação aos níveis de cortisol indivíduos que praticaram meditação (alongamento e respiração profunda com atenção plena) por um período de oito semanas.
“Estas práticas oferecem uma abordagem de baixo custo que poderia ser usada como um complemento para a psicoterapia tradicional ou tratamentos com medicamentos”, disse o autor principal do estudo, Sang H. Kim, PhD, do Instituto Nacional de Saúde, em um comunicado à imprensa. “Essas práticas auto-dirigidas permitem que os pacientes com controlem seu próprio tratamento e tem poucos efeitos colaterais.”
O ensaio clínico randomizado e controlado estudou o impacto de práticas meditativas em enfermeiras, um grupo que segundo a observação dos autores, está em alto risco de desenvolver TEPT devido à exposição repetida ao estresse extremo. Um estudo de coorte de 28 enfermeiros do Hospital da Universidade do Novo México, incluindo 22 com sintomas de TEPT, foi dividido em dois grupos. Um grupo praticou atenção plena em sessões de 60 minutos, duas vezes por semana; os participantes realizaram alongamentos e exercícios de respiração profunda, mantendo o foco na conscientização sobre os movimentos do seu corpo, sensações e ambiente.
Os participantes, predominantemente do sexo feminino, foram submetidos a testes de sangue para medir os níveis de hormônio do estresse e preencheram um questionário de avaliação. No grupo que participou do treinamento, os níveis de cortisol no sangue subiu 67% e a pontuação no questionário diminuiu 41%, indicando que os indivíduos exibiam menos sintomas de TEPT. Em comparação, o grupo controle apresentou uma queda de quase 4% na pontuação do questionário e um aumento de 17% nos níveis de cortisol no sangue, durante o mesmo período.
“Os participantes que receberam o treinamento informaram que além de a prática ter reduzido o impacto do estresse em sua vida diária, também dormiam melhor, sentiam-se mais calmos e foram motivados a retomar hobbies e outras atividades agradáveis ​​que haviam abandonado. “Esta é uma intervenção promissora e digna de um estudo mais aprofundado, para determinar os seus efeitos a longo prazo.”
Publicação no JCEM – “PTSD Symptom Reduction with Mindfulness-Based Stretching and Deep Breathing Exercise: Randomized Controlled Clinical Trial of Efficacy”

Ciclista em Porto Alegre!!!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A meditação estimula genes que promovem a boa saúde

A meditação estimula genes que promovem a boa saúde

A very different kind of gene therapy <i>(Image: Jewel Samad/AFP/Getty)</i>
 


  Sentindo-se degradado? Experimente um pouco de canto, ou meditação - a sério. Tais técnicas de relaxamento podem aumentar a atividade de genes envolvidos em vários processos benéficos para a saúde, e eles só levam alguns minutos por dia para mostrar resultados.
 
Estudos anteriores relataram mudanças no cérebro quando as pessoas praticam essas atividades, mas um novo estudo recente mostra pela primeira vez que as mudanças afetam as atividades dos genes também. Isso poderia explicar os efeitos benéficos relatados de meditação , yoga e oração .
 
"Não é absurdo New Age", diz Herbert Benson do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston. Ele e seus colegas analisaram os perfis genéticos de 26 voluntários - nenhum dos quais meditava regularmente - antes de ensinar-lhes uma rotina de relaxamento com duração de 10 a 20 minutos. Ele incluiu recitação de palavras (mantras), exercícios de respiração e as tentativas de observar pensamentos, todos os dias.
 
Depois de oito semanas executando a técnica diáriamente, o perfil do gene voluntários foi analisado novamente. Clusters de genes benéficos importantes tornaram-se mais ativos e menos prejudicial.
 
Os genes estimulados tiveram três principais efeitos benéficos:
  • melhora na eficiência das mitocôndrias, a usina de células;
  • aumento na produção de insulina, o que melhora o controle de açúcar no sangu;
  • diminuição no esgotamento dos telômeros, as tampas nos cromossomos que ajudam a manter estável o DNA e assim evitar o desgaste e envelhecimento das células .

Clusters de genes que se tornaram menos ativos foram aqueles governados por um gene mestre chamado NF-kB, o que desencadeia uma inflamação crônica que leva a doenças como a hipertensão arterial, doença cardíaca, doença inflamatória intestinal e alguns cânceres.

Dentro de minutos

Ao tomar o sangue dos voluntários imediatamente antes e depois das práticas, após a realização da técnica num único dia, os investigadores também demonstraram que as alterações do gene podiam ser observadas em poucos minutos.
 
Para efeito de comparação, os pesquisadores também coletaram amostras de 26 voluntários que praticaram técnicas de relaxamento, pelo menos, três anos. Eles tinham perfis de genes benéficos, mesmo antes de executar suas rotinas no laboratório, o que sugere que as técnicas resultaram em mudanças a longo prazo para os seus genes.
 
"Parece apropriado que você deve ver essas respostas, depois de apenas 15 a 20 minutos, assim como, inversamente, curtos períodos de estresse elevar hormônios do estresse e outros efeitos fisiológicos que são prejudiciais a longo prazo"

Diz Julie Brefczynski-Lewis da Universidade de West Virginia em Morgantown, que estuda os efeitos fisiológicos das técnicas de meditação.

"Espero ver esses resultados replicados por outros grupos. (...) Descobrimos que quanto mais você faz, mais profunda das as mudanças de expressão genômica"

Afirma Benson. Ele e seus colegas estão agora a investigar como os perfis de genes são alterados e se essas técnicas podem aliviar os sintomas em pessoas com pressão arterial alta, doença inflamatória intestinal e mieloma múltiplo, um tipo de câncer de medula óssea.
 
Benson salienta que as técnicas de relaxamento deve ser apenas um complemento à medicina e cirurgia convencional, não uma substituição. 


Jornal de referência: PLoS One 

Paciente cria série de animação dentro do hospital


Internado há mais de 40 anos, paciente cria série de animação dentro do hospital

Por CLÁUDIA COLLUCCI

Vítima de paralisia infantil e morando há mais de 40 anos em uma UTI do Hospital das Clínicas, em São Paulo, Paulo Henrique Machado, 45, decidiu transformar suas aventuras em uma animação 3D. 
Voltada para o público infantil, a série de desenhos "As Aventuras de Léca e Seus Amigos" mostra a infância de sete crianças com deficiência física. Léca, melhor amiga de Paulo, mora na cama ao lado.
É Eliana Zagui, também vítima da pólio e autora do livro "Pulmão de Aço - uma vida no maior hospital do Brasil" (Belaletra Editora, R$ 36). 
Para sair do papel, o projeto tenta um financiamento coletivo por meio do sitehttp://catarse.me/pt/leca. 
Até sexta-feira, tinha conseguido só R$ 8.800 dos R$ 120 mil necessários para a produção. 
Leia abaixo o depoimento dele:

Paciente cria série de animação dentro do hospital

Joel Silva/Folhapress


Paulo Henrique Machado, internado há 43 anos no HC, aprendeu a usar ferramentas de computação no próprio leito
Minha mãe morreu dois dias depois que eu nasci. Com um ano e meio, tive paralisia infantil. Vim para o Hospital das Clínicas sem movimento nas pernas e, com o tempo, a paralisia atingiu também meu sistema respiratório.
Desde então, dependo do aparelho de respiração artificial para continuar vivo.

Aqui no hospital, aprendi a ler e a escrever. Conclui o ensino médio e fiz vários outros cursos de informática e na área de softwares.

Lembro-me de quando era pivete, podia andar de cadeira de rodas pelo hospital e visitar meus amigos em outros quartos. Líamos historinhas infantis uns para os outros.

Minha capacidade de respiração foi piorando e eu já não podia mais sair da cama. Eu e mais seis amigos, todos com paralisia infantil, fomos transferidos para um quarto [só ele e Eliana Zagui sobreviveram]. Era uma gangue.

Eu e a Tânia éramos os líderes e discutíamos muito. O principal motivo era a televisão. Havia dois aparelhos e a gente ficava competindo pelo volume, pelos programas. Os meninos queriam futebol, as meninas, novela.

PIPAS PELA JANELA

Apesar de estarmos presos às camas, a gente inventava brincadeiras que estimulavam a imaginação.


Eu, o Pedro e o Anderson tínhamos movimentação nos braços [as meninas não tinham] e fazíamos pipas para brincar e para vender. O Anderson conseguia soltar da janela do quarto.

Era engraçado porque não ventava o suficiente. Quando a pipa estava quase subindo, caía. Era muita pipa perdida. Enganchavam nas árvores, ou eram pegas pelos meninos que já ficavam perto do hospital à espera delas. Sempre machucava a mão afiando o bambu com canivete.

Aqui no hospital tive muita oportunidade de fazer coisas que qualquer outra criança podia fazer lá fora, como armar arapucas para pegar passarinho no fundo do terraço. A diferença é aqui a gente só pegava pomba.

Um dia encontrei um gafanhoto e o amarrei com barbante. Fazia de conta que eu era o Pinóquio e ele o grilo falante. Também ganhava "presentes" dos funcionários.

Uma atendente me deu uns tatus-bolas. Outro médico que trabalhava aqui, o doutor Giovani, que eu chamava de pai [Paulo tem pai, mas que raramente o visita], me trouxe duas pererecas, aquelas que dão em rio.

Eu tentava pegar, e elas pulavam. Foi aquela histeria generalizada na UTI.

Em 1992, pensei o que poderia ter para produzir, criar alguma coisa. Foi quando escrevi uma carta para uma empresa pedindo a doação de um computador. Comecei a estudar informática sozinho. Era um modelo MSX, bem limitado. Em 1994, ganhei meu primeiro PC.

No início, era aterrorizador, eu vivia quebrando o computador. A coisa melhorou depois que os hospital deixou os técnicos de informática à disposição para me ajudar. Hoje eu monto computadores. Tenho meu segundo PC montado.

A partir de 2004, lutei, também sozinho, para me profissionalizar na área de 3D. Em 2011, achei que eu precisava de um curso para trabalhar com computação gráfica. Fui atrás do Senac, e o professor veio até o hospital.

Desde então, comecei a alimentar a esperança de um dia me envolver profissionalmente com a sétima arte. Adoro cinema, meu ídolo é Charles Chaplin (1889-1977).

histórias


Foi aí que pensei numa animação com deficientes físicos. Mas não sabia se isso despertaria o interesse das pessoas. Foi então vendo as animações com personagens deficientes feitas por um estúdio britânico de que eu gosto [Aardman Animations, especializado em animações stop-motion], que fez a "Fuga das Galinhas", que pensei estar no caminho certo.

Pensei que as minhas aventuras e dos meus amigos aqui dentro do hospital já dariam um bom roteiro para uma série animada.

Ao colocar as histórias das nossas vidas, minha ideia é que as crianças possam assistir e aprender que o deficiente, numa cadeira de rodas, não é tão diferente assim. As histórias também contam sobre passeios que fiz ao Playcenter, ao circo, por exemplo.

Já roteirizei cinco histórias. Meu objetivo é finalizar a primeira temporada com 13 roteiros. Cada episódio tem 12 minutos. Se o vento continuar soprando, outras temporadas virão. 

E se as pessoas gostarem, nada impede que um dia vire um longa metragem.

A ideia com o Catarse é que as pessoas compartilhem ideias sobre o projeto e deem uma força. Uma árvore para crescer precisa ser regada. A árvore em questão não é de uma só pessoa. A ideia foi minha, mas o projeto da animação pertence a todos.

sábado, 25 de maio de 2013

42 coisa para saber sobre '"Guia do Mochileiro das Galáxias'"

Fontes Wikipédia e Robert Valdes  (traduzido por HowStuffWorks Brasil)


Em 4 de fevereiro de 1977, o criador Douglas Adams se encontrou com o produtor da BBC, Simon Brett que, na época, estava fazendo o The Burkiss Way, da BBC Radio 4. Após o encontro, Brett concordou em ajudar Adams a montar um programa de rádio, uma comédia de ficção científica, para a BBC. Esse foi o nascimento do "The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" (no Brasil O Guia do Mochileiro das Galáxias) a série de ficção científica cômica criada por Douglas Adams, originalmente era transmitida na "BBC Radio 4" foi mais tarde adaptada para outros formatos, e após vários anos se tornou um fenômeno internacional.

O título se refere ao nome de um fictício e excêntrico "guia de viagens eletrônico", O Guia do Mochileiro das Galáxias. A série também é muitas vezes referida como "O Guia do Mochileiro", "Mochileiro", ou simplesmente "[O] Guia". Este título pode se referir a qualquer uma das várias encarnações da história de que os livros são os mais amplamente distribuídos, tendo sido traduzido em mais de 30 línguas até 2005.


42, a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais.



As várias versões seguem praticamente o mesmo enredo básico; contudo, uma vez que Adams reescreveu a história substancialmente para cada nova adaptação, os personagens muitas vezes estão em lugares mutuamente contraditórios. Ao longo de todas as versões, a série segue as aventuras de vários personagens, como Arthur Dent, um inglês azarado, Ford Prefect, um alienígena de um planeta pequeno em algum lugar nos arredores de Betelgeuse e um investigador/autor para o guia de mesmo nome, Zaphod Beeblebrox, o semi-primo Ford e o Presidente Galáctico, o deprimido robô Marvin, o Andróide Paranóide, e Trillian, anteriormente conhecida como Tricia McMillan, uma mulher que Arthur conhecera em uma festa em Islington.

De acordo com o próprio autor, o Guia era uma trilogia de 4 partes, formada pelos seguintes livros:
Existe ainda um último volume Mostly Harmless (no Brasil Praticamente inofensiva) que, apesar de certa controvérsia, é considerado por muitos parte da "Trilogia de 5 livros" de Douglas Adams. Os 4 primeiros foram lançados originalmente no Brasil pela Editora Brasiliense. Posteriormente, foram traduzidos novamente e relançados em 2004 pela Editora Sextante depois da estreia do filme.A continuidade da obra de Douglas Adams, And Another Thing... foi escrita por Eoin Colfer, autor da série Artemis Fowl, e foi publicada com autorização dos herdeiros de Douglas Adams, pois o mesmo faleceu em 2001.

O filme O Guia do Mochileiro das Galáxias é o mais recente ingrediente em um imenso amontoado de gosto épico estranho, nerd e contagiante. Ao longo de sua história, O Guia do Mochileiro assumiu a forma de programa de rádio, "trilogia" de cinco livros; séries de TV, peça de teatro e videogame. Nesse caminho, ele foi associado a Darth Vader, chifres dos Caça-Fantasmas, ensaios musicais com Pink Floyd e Radiohead, e colocou seu selo em um asteróide, entre outras muitas coisas.




42 coisa para saber sobre

1. A idéia inicial para O Guia do Mochileiro das Galáxias veio à mente de Douglas Adams enquanto ele estava deitado em um campo, bêbado, segurando uma cópia do Guia do Mochileiro para a Europa, olhando para o céu, à noite.

2. O conceito original de Adams foi chamado de O Fim da Terra. A idéia era que no final de cada programa, a Terra fosse destruída de uma forma nova e interessante.

3. À medida que a história se desenvolveu, Adams criou o personagem alienígena Ford Prefect. Prefect, um escritor para um guia de viagem galáctica, servia para proporcionar contexto para o público e uma perspectiva não-terráquia desassociada. Posteriormente, Adams retrabalhou o conceito para se concentrar nesse guia.

4. O nome do personagem principal foi mudado de Aleric B para Arthur Dent durante uma corrida de táxi para o encontro na BBC sobre a montagem do programa de rádio.

5. O primeiro episódio foi veiculado na BBC Radio 4 na quarta-feira, 8 de março de 1978, às 22h30. A primeira séria continha seis episódios aos quais a equipe de produção do programa se referia como "fits".

6. Uma versão de áudio do Guia do Mochileiro foi lançada em vinil em 1979. Essa foi uma versão condensada dos quatro primeiros episódios do rádio. Por razões legais, essa foi uma gravação completamente diferente da gravação transmitida pela BBC no rádio. A música usada nas transmissões de rádio não podia ser distribuída comercialmente sem o pagamento de taxas de licenciamento.

7. A série do rádio O Guia do Mochileiro das Galáxias foi muito elogiada por seus efeitos sonoros pioneiros. Adams era fascinado por dar ao som do programa o mesmo valor de produção de um álbum de rock moderno. A séria do Mochileiro foi o primeiro programa de rádio no estilo comédia da BBC a ser transmitido em estéreo.

8. A série do rádio rendeu a Adams a aclamação da crítica. Em 1978, Adams ganhou o Prêmio Imperial Tobacco. Ele recebeu o Prêmio Sony em 1979 e o Prêmio Society of Authors/Pye de "Melhor Programa para Jovens" em 1980. A série de rádio do Mochileiro também foi a único programa de rádio a ser indicado para o Prêmio Science Fiction Achievement Award ™, também conhecido como Hugo Award®.

9. Marvin, o Andróide Paranóide, foi originalmente escrito para aparecer apenas uma vez na série do rádio. Mas depois de sua estréia, Marvin se tornou um favorito instantâneo dos fãs. O produtor do programa na época, Geoffrey Perkins, incentivou Adams a desenvolver Marvin em um dos principais personagens da série.

10. Em setembro de 2004, a BBC veiculou os novos episódios da Tertiary Phase do Guia do Mochileiros das Galáxias na BBC Radio 4. Antes de sua morte, Adams começou a trabalhar com Dirk Maggs para adaptar os livros três a cinco da "trilogia" para a transmissão de rádio. Após a morte de Adams, Maggs usou as anotações dele para terminar de escrever e dirigir os últimos dois segmentos da série, intitulados Quandary Phase e Quintessential Phase. As duas novas fases foram veiculadas na BBC no final de 2005 e fecharam o ciclo da história.

11. Na transmissão da BBC da Tertiary Phase, Douglas Adams retrata postumamente o irado personagem Agrajag que odeia Arthur-Dent. Maggs fez isso editando gravações da leitura de Adams de seus livros. 

12. O livro, O Guia do Mochileiro das Galáxias foi publicado na Inglaterra em setembro de 1979. Ele foi uma versão ampliada dos primeiros quatro episódios do rádio. O livro permaneceu várias semanas no lista dos mais vendidos do Sunday Times. Como Adams estourou vários prazos enquanto escrevia o primeiro livro, os editores acabaram ligando para ele para pedir que ele simplesmente terminasse a página que estava escrevendo. E eles imediatamente enviaram um mensageiro de bicicleta para pegar o manuscrito. É por isso que o primeiro livro termina tão abruptamente.

13. No outono de 1980, o segundo livro, O Restaurante no Final do Universo, chegou às prateleiras. Nessa mesma época o primeiro livro foi lançado nos Estados Unidos. O livro era uma versão condensada e fora de ordem dos episódios sete, oito, nove, dez, onze, doze, cinco e seis do programa de rádio.

14. O terceiro livro, A Vida, o Universo e Tudo Mais, foi lançado em 1982. A história começa a assumir um lado mais obscuro nesse livro e a levar o enredo para além do que foi abordado na série do rádio.

15. O quarto livro da trilogia, Adeus e Obrigado por Todos os Peixes, foi lançado em 1984. Ele lidava com um novo tema para a série: o amor.

16. O livro final, Praticamente Inofensiva, é de 1992. Ele encerra a história da série com a destruição da Terra (novamente). 

17. Em 1984, Douglas Adams se tornou o autor mais jovem a receber um Prêmio Golden Pan da Pan Books, a editora inglesa da série do livro. Posteriormente ele também foi indicado para o primeiro prêmio Melhor Novelista Jovem Britânico. 
 
18. No episódio posterior da série de TV, o alto guarda-costas que mantém Ford longe da estrela de rock galáctico Hotblack Desiato não é ninguém menos que Dave Prowse: o ator que interpretou Darth Vader nos filmes originais de Guerra nas Estrelas. Inicialmente, os produtores do Mochileiro queriam o ator que retratou os aspectos flácidos, irritantes e ligeiramente afeminados da personalidade de Darth Vader, mas Hayden Christensen não estava disponível.

19. Os gráficos computadorizados do programa de TV foram criados por Rod Lord nos Estúdios Pearce. Esses visuais foram inovadores para a época e atraíram muita atenção para o programa. O mais engraçado é que esses efeitos, de fato, não foram gerados por computador. Lord criou esses efeitos animando desenhos traçados reversamente sobre acetato. Ele usou géis luminosos (do tipo usado na iluminação da produção) para criar as cores para as seqüências. 

20. O filme foi considerado pela primeira vez em 1982 pelos produtores Ivan Reitman, Joe Medjuck e Michael C. Gross. Douglas Adams escreveu três versões diferentes do roteiro para a equipe de produção. Reitman e companhia pretendiam que a comédia de ficção científica fosse um veículo para Bill Murray ou Dan Aykroyd. Naquela época, ambos os atores foram considerados para o papel de Ford Prefect.

21. Em 1997, após anos de interesse periódico no projeto, Adams finalmente assinou um acordo com a Disney para realizar o filme. Adams começou a trabalhar em uma nova versão do roteiro e a Disney colocou Jay Roach (Austin Powers) na cadeira de diretor. 

22. Para acrescentar força ao filme, a Disney originalmente cortejou Hugh Laurie (Stuart Little) para o papel de Arthur, Jim Carrey (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças) para representar Zaphod Beeblbrox e Nigel Hawthorn (Amistad) para o papel de Slartibartfast.

23. Jay Roach acabou voltando atrás quanto ao projeto. Desejando que o filme ficasse em boas mãos, ele levou o projeto para Spike Jonze. Jonze também passou o filme adiante, mas sugeriu a equipe de direção de Hammer and Tongs: Nick Goldsmith e Garth Jennings. A dupla, conhecida principalmente por vídeos de música, aceitou e o projeto foi iniciado.

24. O próprio Adams escreveu o versão mais recente do roteiro, mas Garth Jennings e Karey Kirkpatrick revisaram o roteiro após a morte de Adams.

25. Adams criou o personagem de John Malkovich, um líder religioso chamado Humma Kavula, especialmente para o filme.

26. Simon Jones, que representou Arthur Dent em ambas as versões do rádio e da TV de O Guia do Mochileiro das Galáxias, tinha um camafeu no filme. Jones era um amigo de longa data de Douglas Adams.

27. O Marvin, o Andróide Paranóide original da minissérie da TV aparece no filme como um robô diferente. 

28. O jogo de computador O Guia do Mochileiro surgiu em 1984, e foi amplamente aclamado. Ele era uma aventura baseada em texto que o próprio Douglas co-pojetou com Steve Meretzky. Ele era acompanhado por óculos JooJanta "sensíves-ao-perigo", e uma frota de batalha em miniatura. Esse jogo era bastante avançado para aqueles dias e quase impossível de acabar. Você ainda pode jogá-lo online aqui (site em inglês).
29. O Guia do Mochileiro das Galáxias foi levado aos palcos por Ken Cambell. A primeira produção ocorreu no Instituto de Artes Contemporâneas em maio de 1979. A primeira exibição obteve grande sucesso e acomodou o público em um enorme hovercraft.
Posteriormente, Ken Campbell levou aos palcos uma versão ainda mais exagerada de sua produção original apresentando lasers, palcos giratórios, e um teatro remodelado para se parecer como um aeroporto espacial. A equipe promoveu a produção atirando uma imensa baleia inflável da Ponte da Torre de Londres. Apesar do marketing único, a produção foi um grande fracasso.

30. No universo do Guia do Mochileiro, o peixe Babel é um pequeno peixe parasita que os viajantes colocam em seus ouvidos. Depois de colocá-lo, o peixe automaticamente traduz qualquer idioma da galáxia para a língua nativa do hospedeiro. O tradutor online da Altavista foi nomeado Babel Fish após a pequena criatura criada por Douglas. Veja isso.

31. O programa de mensagens instantâneas Trillian (site em inglês) recebeu esse nome devido ao nome da heroína do Mochileiro.


32. Se você digitar, "qual é a resposta para a vida, o universo e tudo mais?" (tudo em letra minúscula) na calculadora do Google, você terá a resposta, "42" (a mesma resposta fornecida no Guia do Mochileiro das Galáxias). Tente isso (site em inglês) e você terá de rolar para baixo da página para acessar a calculadora.

33. A música Radiohead, Paranoid Android, é uma referência a Marvin, o Andróide Paranóide.

34. Um dos mais populares fóruns de mensagens na Internet é o GameFAQs da Vida, o Universo e Tudo Mais. Ele foi batizado após o terceiro livro da série O Mochileiro.

35. Christopher Cerf, o homem por trás da série da PBS Kids Between the Lions, admite que o "42" no uniforme de rugby do personagem Lionel é uma homenagem deliberada a Douglas Adams e sua criação.

36. Towlie, de South Parks sempre diz, "não se esqueça de trazer uma toalha", uma óbvia alusão ao sadio conselho do Guia.

37. O antigo jogo FPS GoldenEye: 007 para Nintendo 64 apresentava o prêmio para multiplayer chamado "Praticamente Inofensiva" para o jogador que obtivesse menos mortes em uma partida. No Guia, "Praticamente Inofensiva" é a entrada modificada usada para descrever a Terra.


38. O jogo infantil online Neopets apresenta um item chamado de Pan Galactic Gargle Slushie. Esta é a versão infantil do Pan Galactic Gargle Blaster do Mochileiro. De acordo com o guia, o Gargle Blaster é uma das melhores (e mais perigosas) bebidas de adultos nesta ou em qualquer outra galáxia.

39. O vilão do videogame Dippy e o ovo de Páscoa recorrente, o Dopefish, são amplamente conhecidos no mundo dos videogames como "a segunda criatura mais burra do universo". Quando Tom Hall originalmente criou o Dopefish para o quarto episódio da série Commander Keen, ele fez referência a ele como o "segundo mais burro" porque como todo bom leitor do Guia sabe, a criatura mais burra do universo é o Faminto Bugblatter, A Besta de Traal.

40. No seu 42o aniversário, Adams tocou violão para Pink Floyd em um concerto. A apresentação pública foi um presente de aniversário de seu velho amigo Dave Gilmour. Por volta da mesma época, David Gilmour do Pink Floyd pediu a Douglas Adams para ajudá-lo a batizar um álbum do Pink Floyd no qual estava trabalhando na época. Ele ajudou e, em 1994, Pink Floyd lançou The Division Bell. Para agradecer Adams, Gilmour contribuiu com US5 mil libras para a instituição de caridade favorita de Adam.

41. Um dia antes da morte de Adams, The Minor Planet Centre, da União Astronômica Internacional (site em inglês), nomeou o asteróide 18610 de "Arthurdent" (site em inglês) devido ao personagem principal na série O Guia do Mochileiro das Galáxias, Arthur Dent.

42. Existem exatamente 41 fatos interessantes sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias. Nem mais, nem menos.

Parabéns para todos nós!!!!



sexta-feira, 24 de maio de 2013

A mulher que encolheu o cérebro humano


Suzana Herculano é a primeira brasileira a falar na prestigiada conferência TED. Ela debaterá o cérebro de 86 bilhões de neurônios (e não 100 bilhões, como se acreditava) e como o homem se diferenciou dos primatas


Publicado na Revista O Globo: 24/05/13





Suzana Herculano-Houzel, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ Guito Moreto


Neurocientista da UFRJ, Suzana Herculano-Houzel é a primeira brasileira a participar da TED (Tecnologia, Entretenimento e Design, em português) — prestigiada série de conferências que reúne grandes nomes das mais diversas áreas do conhecimento para debater novas ideias. Suzana falará no dia 12 de junho, sob o tema “Ouça a natureza”, e destacará suas descobertas únicas sobre o cérebro humano.

Sobre o que vai falar na TED?

Vou falar sobre o cérebro humano e mostrar como ele não é um cérebro especial, uma exceção à regra. Nossas pesquisas nos revelaram que se trata apenas de um cérebro de primata grande. O notável é que passamos a ter um cérebro enorme, do tamanho que nenhum outro primata tem, nem os maiores, porque inventamos o cozimento dos alimentos e, com isso, passamos a ter um número enorme de neurônios.

O cozimento foi fundamental para nos tornarmos humanos?

Sim, burlamos a limitação energética imposta pela dieta crua. E a implicação bacana e irônica é que, com isso, conseguimos liberar tempo no cérebro para nos dedicarmos a outras coisas (que não buscar alimentos), como criar a agricultura, as civilizações, a geladeira e a eletricidade. Até o ponto em que conseguir comida cozida e calorias em excesso ficou tão fácil que, agora, temos o problema inverso: estamos comendo demais. Por isso, voltamos à saladinha.

Se alimentarmos orangotangos e gorilas com comida cozida eles serão tão inteligentes quanto nós?

Sim, porque não seriam limitados pelo número reduzido de calorias que conseguem com a comida crua. Claro que nós fizemos uma inovação cultural ao inventar a cozinha. Tem uma diferença entre dar comida cozida para o animal e ele ter o desenvolvimento cultural do cozimento. Mas, ainda assim, se em todas as refeições eles tiverem acesso à comida cozida, daqui a 200 mil ou 300 mil anos eles terão o cérebro maior. Com a alimentação que têm hoje, não é possível terem um cérebro maior dado o corpo grande que têm. É uma coisa ou outra.

Somos especiais?A gente não é especial coisa alguma. Somos apenas um primata que burlou as regras energéticas e conseguiu botar mais neurônios no cérebro de um jeito que nenhum outro animal conseguiu. Por isso estudamos os outros animais e não o contrário.

Persistem ainda mitos sobre o cérebro? Como o dos 100 bilhões de neurônios, que seus estudos demonstraram que são, na verdade, 86 bilhões?
Sim, eles continuam existindo, mesmo na neurociência. O nosso trabalho já é muito citado como referência. As coisas estão mudando. E o mais legal é que é por conta da ciência tupiniquim, o que eu acho maravilhoso. Mas vemos que é um processo, que ainda tem muita gente que insiste no número antigo.

O novo manual de diagnóstico de doenças mentais dos EUA (que serve de referência para todo o mundo, inclusive para a OMS) foi lançado na semana passada em meio à controvérsia. Especialistas acham que são tantos transtornos que praticamente não resta mais nenhum espaço para a normalidade. Qual a sua opinião?

Acho que essa discussão é muito necessária, justamente para reconhecermos o que são as variações ao redor do normal e quais são os extremos problemáticos e doentios de fato. Então, a discussão é importante, ótima a qualquer momento. Mas acho também que há muita informação errada e sensacionalista circulando, sobretudo sobre o déficit de atenção. As estatísticas variam muito de país para país, às vezes porque varia o número de médicos que reconhece a criança como portadora do distúrbio. E acho que ainda há um problema enorme, um medo enorme do estereótipo da doença mental. Até hoje ainda existe uma resistência louca em ir a um psiquiatra. E acho que, pelo contrário, ganhamos muito reconhecendo que existem transtornos e que eles podem ser tratados.

Ainda há muito estigma?


O maior problema hoje em dia é que é feio ter um distúrbio no cérebro. Perceba que nem estou falando em transtorno mental. Precisar de remédio para o cérebro é terrível. E temos tanto a ganhar reconhecendo os problemas, fazendo os diagnósticos. O cérebro é tão complexo, tem tanta coisa para dar errado, que o espantoso é que não dê problema em todo mundo sempre. Então, acho normal que boa parte da população tenha algum problema, não me espanta nem um pouco. E, uma vez que se reconhece o problema, que se faz o diagnóstico, há a opção de poder tratar. Se dispomos de um tratamento, por que não usar?

O presidente dos EUA, Barack Obama, recentemente anunciou uma inédita iniciativa de reunir pesquisadores dos mais diversos centros para estudar exclusivamente o cérebro. O que podemos esperar de tamanho esforço científico?

Não só o cérebro, mas o cérebro em atividade. Obama quer ir além do que já tinham feito — estudar a função de diferentes áreas — e entender como se conectam, como falam umas com as outras, ter ideia desse funcionamento integrado, dessa interação. Essa é uma das grandes lacunas do conhecimento: entender como as várias partes do cérebro funcionam ao mesmo tempo. Não sabemos como o cérebro funciona como um todo; é uma das fronteiras finais do conhecimento.

Não sabemos como o cérebro funciona?

Como um todo, não. Sabemos o que as partes fazem, mas não sabemos como se dá a conversa entre elas. Não sabemos a origem da consciência, da sensação do “eu estou aqui agora”. Que áreas são fundamentais para isso? É esse tipo de conhecimento que se está buscando, do cérebro funcionando ao vivo e em cores, em tempo real.

O objetivo não é estudar doenças, então?
Não, o grande objetivo é estudar consciência, memória; entender como o cérebro reúne emoção e lógica, coisas que são fruto da ação coordenada de várias partes. Claro que desse conhecimento todo podem surgir implicações para o Alzheimer e outras doenças. Mas, na verdade, falar em doenças é uma roupagem usada pela divulgação do programa para o público assimilar melhor. Existe esse preconceito de que a ciência só vale quando resolve uma doença.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nerdisse pouca é bobagem: Sir Arthur Conan Doyle e o "médico" Sherlock Holmes

Sir Arthur Ignatius Conan Doyle DL (Edimburgo, 22 de maio de 1859 há, 7 de julho de 19301) foi um médico e  escritor britânico, nascido na Escócia, mundialmente famoso por suas 60 histórias sobre o detetive Sherlock Holmes , consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal. Foi um escritor prolífico cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção.

Pouca gente sabe mas o personagem mais famoso do Sir Conan Doyle era baseado em uma pessoa REAL. O Dr. Joseph Bell (foto).

Joseph Bell, foi um famoso professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Edimburgo , no século 19. Era bisneto de um cirurgião forense e em sua instrução, enfatizava a importância da observação atenta como ferramenta para fazer um diagnóstico. Para ilustrar isso, ele costumava pegar um estranho e, ao observá-lo, deduzir a sua ocupação e atividades recentes. 
Estas habilidades o levou a ser considerado um pioneiro na ciência forense ( patologia forense em particular) no momento em que a ciência ainda não era amplamente utilizada em investigações criminais. 
De acordo com Irving Wallace, Bell foi envolvido em vários inquéritos policiais, principalmente na Escócia, como o Mistério de Ardlamont  de 1893, geralmente com papel decisivo como especialista forense.

Arthur Conan Doyle conheceu Bell, em 1877, foi seu aluno e atuou como seu secretário/assistente no Edinburgh Royal Infirmary . Doyle, ja nesta época, passou a escrever uma série de histórias populares em que construía o futuro Sherlock Holmes, com as mesmas ferramentas ensinadas pelo seu professor e, anos mais tarde, declarou que seu Holmes foi vagamente baseado no Bell e seus caminhos observadores.







A rede de TV BBC 
de Londres, em 2000/2001, produziu a série de televisão “Murder Rooms: The Dark Beginnings of Sherlock Holmesum relato romanceado dos tempos em que Doyle serviu como assistente de Bell logo após se formar médico. A série apresenta as investigações criminais de Bell, bem como o grau de identificação entre ele e o Holmes que nasceria anos mais tarde. Bell (interpretado por  Ian Richardson ), é notadamente um Holmes grisalho e Doyle é posicionado no papel de um  Dr. Watson  de Bell. Bell era consciente desta inspiração e revelou algum orgulho por ela (ele não conheceu a extensão do significado de Holmes para a literatura).
 Ian Richardson como Bell e Robin Laing como Arthur Doyle